Metais são materiais de elevada durabilidade, com grande resistência mecânica e facilidade de conformação, sendo muito utilizados em equipamentos, estruturas, máquinas, veículos e embalagens em geral.
Classificados quanto à sua composição, os metais se dividem em dois grande grupos: ferrosos (compostos basicamente de ferro e aço) e não-ferrosos, divisão justificada pela grande predominância do uso dos metais à base de ferro, principalmente o aço.
Os principais metais não-ferrosos reciclaveis são o alumínio, o cobre e suas ligas como latão e bronze, chumbo, o zinco e o níquel. Estes últimos, junto com o cromo e o estanho, formam ligas com outros metais, ou se apresentam como revestimento depositado sobre metais, como, por exemplo, o aço.
A grande vantagem da reciclagem de metais é evitar as despesas da fase de redução do minério a metal. Essa fase envolve um alto consumo de energia, e requer transporte de grandes volumes de minério e instalações caras, destinadas à produção em grande escala.
Embora seja maior o interesse na reciclagem de metais não-ferrosos, devido ao maior valor de usa sucata, é muito grande a procura pela sucata de ferro e de aço, inclusive pelas usinas siderúrgicas e fundições.
A sucata é matéria-prima das empresas produtoras de aço que não contam como o processo de redução, e que são responsáveis por cerca de 20% da produção nacional de aço. A sucata representa cerca de 40% do total de aço consumido no País, valor próximo aos valores de outros países, como os Estados Unidos, onde atinge 50% do total da produção. Destaca-se que o Brasil exporta cerca de 40% da sua produção de aço.
A sucata pode, sem maiores problemas, ser reciclada mesmo quando enferrujada, a reciclagem é também facilitada pela sua simples identificação e separação, principalmente no caso da sucata ferrosa, em que se empregam eletroímãs, devido às suas propriedades magnéticas.
Por este processo é possível retirar até 90% do metal ferroso existente no lixo. |